Sunday, January 18, 2009

REL é minha sina

Durante o ensino médio, apesar da arrogância adolescente, eu fiz uma dessas "orientações vocacionais". Qualquer ajuda pra escolher uma profissão era bem-vinda.

Meu pai se formou em História e me influenciou a querer entender os problemas do mundo e as "grandes questões" da sociedade. Por outro lado, sempre gostei de computadores, e acabei acumulando mais conhecimentos nessa área. A dúvida era, eu deveria fazer um curso superior na área de humanas ou de exatas? Eu queria dicas pra me decidir, e meus pais preferiam ficar neutros - apesar da vontade secreta de meu pai de que eu estudasse Direito.

O resultado da orientação vocacional foi bem preciso, mas não ajudou em nada: "tanto faz", "você tem perfil pra ambas áreas". Ah, SÉRIO?! NÃO DIGA!! Só aumentou minha insegurança.

Eu comecei a trabalhar como técnico de informática faz-tudo no último ano do ensino médio, e fiquei cansado daquilo. Acabei cursando relações internacionais (REL), na UnB. For ter conhecido a Carla e recebido um diploma, o único registro disso é que sou o autor original do artigo da Wikipedia sobre o assunto (foi um rascunho bem ruim). Mesmo assim, na época de UnB, computação virou só um hobby, ou nem isso. Cheguei a ficar sem usar computadores por dois anos, e nem senti falta.

Acabei ficando desempregado quando me formei, e fui trabalhar com informática outra vez. Os anos se passaram e esqueci quase tudo que aprendi na faculdade.

Só que meu gosto por relações internacionais ainda vive. Estamos nnuma época muito interessante, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Guerra do Iraque, democracias de esquerda na América do Sul, Brasil cheio de petróleo e surpreendentemente estável, crise financeira das subprimes, Obama.

Entretanto, na iminência de me mudar pra Suíça, percebi que não sei nada sobre a Europa. Preciso estudar mais a história e a geografia européia, ou vou me sentir um eterno alienígena no velho continente.

E lá vou eu me embrenhar por REL outra vez.